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Queimaduras em adultos são mais graves do que em crianças

publicado em 19/11/2018
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Foto: Gabriela Oliveira

“Pode ser clichê, mas o melhor remédio para a queimadura é não queimar. Ela é grave, dói, mata ou pode deixar sequelas para o resto da vida. Não acenda churrasqueira com etanol de posto, lugar de criança não é na cozinha. São dicas simples que podem fazer a diferença e salvar vidas”. A afirmação é da Dra. Elza Hiromi Tokushima Anami, que atua há 12 anos no Centro de Queimados do Hospital Universitário de Londrina (PR) e ministrou, nessa sexta-feira (9), a palestra “Atualização do cuidado ao paciente queimado”. Realizada no auditório do Hospital Regional (HR) de Presidente Prudente, a atividade integra o 7º Simpósio de Atualização de Enfermagem da Unoeste.

Elza revela que o Estado do Paraná possui apenas duas unidades que são referências na área. “O outro local é em Curitiba e nós de Londrina, recebemos todas as demandas do interior paranaense, inclusive, de cidades paulistas próximas ao município”. Comenta que esses locais recebem os casos mais complexos. “Os pacientes adultos apresentam situações mais graves, pois se queimam principalmente com a chama direta, acidentes químicos e de trabalho. Cerca de 80% das nossas vítimas são adultas e possuem mortalidade e morbidade maiores”.

Lembra ainda, que as estatísticas brasileiras indicam que 1 milhão de pacientes se queimam todos os anos, sendo que, mais de 50% são crianças. “Apesar de maior frequência, o público infantil apresenta casos com menor gravidade, já que se queimam por escaldo com líquidos aquecidos e em ambientes domésticos”.

Aproveita para destacar a importância do atendimento inicial da pessoa queimada, que requer uma equipe multidisciplinar. Declara que as primeiras 24 horas são chamadas de “hora de ouro”, pois é nesse período que o paciente precisa ser muito bem tratado. “Ele precisa passar por uma triagem e encaminhamento muito bem feitos e, caso não receba uma reposição volêmica adequada, pode ter falência renal e de outros órgãos, complicações que aumentam a mortalidade em até 70%”.

Sobre a palestra na Unoeste, Elza comenta que fica muito feliz quando é convidada para falar sobre a sua experiência aos acadêmicos. “É importante lembrar que o paciente queimado é diferente, por isso, os futuros enfermeiros precisam estar aptos e terem conhecimento sobre como devem proceder. Nesse sentido, destaquei principalmente os cuidados que eles vão precisar ter com esse paciente e, também, as inovações na área, desde curativos até tratamentos mais complexos”, pontua.

 Atente-se às dicas

  • Crianças têm uma enorme curiosidade por fogo, querem brincar e até mesmo fazer fogueiras no quintal. Não deixe fósforo e velas ao alcance delas.
  • Cuidado com o que você aquece no micro-ondas, alguns líquidos podem explodir quando você abre a porta do eletrodoméstico.

  • Crianças pequenas não devem estar na cozinha, pois pode acontecer vários acidentes nesse local, desde algum líquido quente que cai no chão, tampa de forno quente, até fios de geladeira que a criança morde e pode ter uma queimadura elétrica na boca.

  • Teste muito bem a água da banheira antes do banho dos bebês, pois a água muito quente pode queimar a pele da criança.

  • Existem muitos relatos de explosão do celular enquanto está carregando. Procure deixá-lo longe da cabeceira da cama.

 

Assessoria de Imprensa Unoeste
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Fonte: Assessoria de Imprensa Unoeste
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