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QUANDO DEUS PARECE DISTANTE

publicado em 09/05/2014
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Deus é real, não importa como você se sinta. É fácil adorar a Deus quando as coisas vão bem: quando ele provê comida, amigos, família, saúde e situações felizes. Mas as eventualidades nem sempre são agradáveis. Então, como você adorará a Deus? O que você faz quando o Senhor parece estar a milhões de quilômetros?
A mais profunda adoração é louvar a Deus apesar da dor, dar graças durante a provação, manter a confiança nele em meio à tentação, render-se a ele durante o sofrimento e amá-lo quando ele parece distante.
Amizades são frequentemente testadas por separação e silêncio: ou você é separado pela distância física ou está impossibilitado de se comunicar. Na sua amizade com Deus, nem sempre você se sentirá próximo dele. “Todo relacionamento passa por períodos de proximidade e distanciamento, e, no relacionamento com Deus por mais íntimo que seja, o pêndulo vai oscilar de um lado para o outro”.
É aí que a adoração fica difícil.
Para amadurecer sua amizade, Deus irá testá-la com períodos de aparente separação – momentos em que se tem o sentimento de que fomos abandonados ou esquecidos por Deus. Tem-se ainda a impressão de que Deus está a quilômetros de distância. João da Cruz referia-se a esses dias de deserto espiritual, dúvida e distanciamento de Deus como “a noite escura da alma”. Henri Nouwen chamava-os “o ministério da ausência” por sua vez, A. W. Tozer denominava-os “o ministério da noite”. Outros o mencionam como “o inverno do coração”.
Com exceção de Jesus, Davi foi provavelmente quem manteve a mais íntima amizade com Deus. O Senhor teve prazer em chamá-lo “homem segundo o meu coração” (I Samuel 13: 14). Apesar disso, Davi frequentemente reclamava da aparente ausência de Deus: “Por que, Senhor, tu permaneces afastado na hora do sofrimento”? (Salmo 10:1); “Por que ignoras meus pedidos de socorro”? (Salmo 22:1); “Por que me abandonaste”? (Salmo 43:2; 74:11; 88:14; 89:49).
É obvio que Deus não abandonava realmente Davi, assim como não abandona você. Ele prometeu várias vezes jamais nos abandonar ou rejeitar. “Mas Deus não prometeu: “Você sempre sentirá minha presença”. Aliás, Deus reconhece que algumas vezes esconde a face de nós. Há momentos em que ele parece ter desaparecido de nossa vida em pleno combate!
A verdade é que não há nada de errado com você! Trata-se de uma parte da provação e do amadurecimento de sua amizade com Deus. Todo cristão passa por isso pelo menos uma vez, geralmente várias vezes. É doloroso e perturbador, mas absolutamente vital para o desenvolvimento da sua fé. Ter consciência disso deu esperança a Jó, num momento em que não podia sentir a presença de Deus em sua vida. Ele declarou:
“Vou para o Oriente, mas lá ele não está. Vou para o Ocidente, e não consigo encontrá-lo. Não vejo no Norte, pois se esconde. Volto-me para o Sul, mas não consigo achá-lo! Contudo ele conhece o caminho por onde ando e, quando me puser à prova, como o ouro a passar pelo fogo, ele me declarará inocente”.
(Jó 23: 8 – 10)

Quando Deus parece distante, você pode pensar que ele está zangado ou está punindo por algum pecado. De fato, o pecado realmente prejudica nossa amizade com Deus. Entristecemos o Espírito Santo e sufocamos nosso relacionamento com ele quando desobedecemos a Deus, entramos em conflito com alguém, excedemo-nos no número de atividades, criamos vínculos de amizade com o mundo, e assim por diante.
Contudo, frequentemente esse sentimento de abandono e afastamento de Deus não tem nenhuma relação com o pecado. É um teste de fé que todos devemos enfrentar. Será que você continuará a amar, obedecer e adorar a Deus, e a confiar nele, mesmo quando não sente sua presença nem há evidência visível da ação divina em sua vida?

Adriano Negri
Extraído do livro:
Uma vida com Propósitos.


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